O Técnico... e o Purgatório
Ora, como disse inicialmente, ontem tive duas experiências marcantes. A primeira foi almoçar na cantina sozinho, o que me fez ter tempo para reparar em demasiados pormenores!
Para mim ir à cantina do Tagus é o equivalente àquilo que eu sempre conheci por Purgatório: as pessoas vão lá para terem assim um cheirinho do que irão encontrar no Inferno se se portarem mal. Pois bem, sempre que lá vou lembro-me que peco vezes de mais para poder ter um cantinho no Céu, e que não é aquilo que eu quero para a minha vida: a nossa cantina é conhecida pelo “bunker” pois é onde devia ser a garagem dos carros, mas enquanto não houver um edifício próprio para a cantina, esta fica ali, ou seja, zero de luz natural, ar rarefeito, enfim, todo um ambiente nada propício à salubridade. O chão é de metal com ranhuras, pelo que os carrinhos dos tabuleiros que as senhoras da cantina estão sempre a mexer de um lado para o outro acrescenta à atmosfera toda uma banda sonora que me faz lembrar um comboio a passar a alta velocidade ininterruptamente.
Mas ir para o purgatório não seria assim tão mau se os geeks tirassem folga e não almoçassem todos ali, pelo que tenho de aguentar com o mau cheiro de alguns enquanto estou na fila, mais as suas conversas, que nem ao almoço deixam de ser sobre RAM’s, microgeradores-de-não-sei-o-quê”, proxys, códigos computacionais, e outras coisas que não consigo inventar porque estão muito longe de fazerem parte do meu vocabulário. Eu nestas alturas envio mensagens a 100 à hora para o mundo real me vir salvar para me tentar abstrair. Alguns apreciam o pitéu que é a comida da cantina lendo calhamaços de 800 páginas sobre programação, resistência de materiais, assim só para distrair um pouquinho!
Pensam vocês “ah, mas se estão sozinhos, vão adiantando o estudo”. Antes de mais, gostava que se identificassem pois gostava de deixar vosso amigo! É que se para mim essa ideia é estranha, acontece que alguns deles estão em grupo mas cada um a ler o seu “livrinho”. Para quê ter de se socializar quando se pode estudar linguagens que só os seus amigos computadores compreendem?
Isto para não falar dos que, depois de comerem, se deixam ficar por ali, já que a vista é tão linda e o ambiente tão agradável!
Enquanto ontem esperava a minha vez de ser atendido, um adorador dos Nirvana comia uma geek tão linda e com tanto jeito para a moda quanto ele. (ao menos não estavam aos beijos e a estudar ao mesmo tempo, menos mal…). Quando me sentei, comi a sopa e tive de trocar de lugar porque o espectáculo me estava a incomodar um bocado. Ao me virar de costas para eles tive de ficar a gramar um tipo cujos papás nunca o ensinaram a comer de boca fechada. Enfim…
Para mim ir à cantina do Tagus é o equivalente àquilo que eu sempre conheci por Purgatório: as pessoas vão lá para terem assim um cheirinho do que irão encontrar no Inferno se se portarem mal. Pois bem, sempre que lá vou lembro-me que peco vezes de mais para poder ter um cantinho no Céu, e que não é aquilo que eu quero para a minha vida: a nossa cantina é conhecida pelo “bunker” pois é onde devia ser a garagem dos carros, mas enquanto não houver um edifício próprio para a cantina, esta fica ali, ou seja, zero de luz natural, ar rarefeito, enfim, todo um ambiente nada propício à salubridade. O chão é de metal com ranhuras, pelo que os carrinhos dos tabuleiros que as senhoras da cantina estão sempre a mexer de um lado para o outro acrescenta à atmosfera toda uma banda sonora que me faz lembrar um comboio a passar a alta velocidade ininterruptamente.
Mas ir para o purgatório não seria assim tão mau se os geeks tirassem folga e não almoçassem todos ali, pelo que tenho de aguentar com o mau cheiro de alguns enquanto estou na fila, mais as suas conversas, que nem ao almoço deixam de ser sobre RAM’s, microgeradores-de-não-sei-o-quê”, proxys, códigos computacionais, e outras coisas que não consigo inventar porque estão muito longe de fazerem parte do meu vocabulário. Eu nestas alturas envio mensagens a 100 à hora para o mundo real me vir salvar para me tentar abstrair. Alguns apreciam o pitéu que é a comida da cantina lendo calhamaços de 800 páginas sobre programação, resistência de materiais, assim só para distrair um pouquinho!
Pensam vocês “ah, mas se estão sozinhos, vão adiantando o estudo”. Antes de mais, gostava que se identificassem pois gostava de deixar vosso amigo! É que se para mim essa ideia é estranha, acontece que alguns deles estão em grupo mas cada um a ler o seu “livrinho”. Para quê ter de se socializar quando se pode estudar linguagens que só os seus amigos computadores compreendem?
Isto para não falar dos que, depois de comerem, se deixam ficar por ali, já que a vista é tão linda e o ambiente tão agradável!
Enquanto ontem esperava a minha vez de ser atendido, um adorador dos Nirvana comia uma geek tão linda e com tanto jeito para a moda quanto ele. (ao menos não estavam aos beijos e a estudar ao mesmo tempo, menos mal…). Quando me sentei, comi a sopa e tive de trocar de lugar porque o espectáculo me estava a incomodar um bocado. Ao me virar de costas para eles tive de ficar a gramar um tipo cujos papás nunca o ensinaram a comer de boca fechada. Enfim…
2 Comments:
LOL...sem palavras...ou melhor...espectacular...em relação ao casal em questao, que tal escreveres um romance, ou, melhor ainda, o dia-a-dia do casal no IST...?
[ainda não parei de rir com o teu post...] tá de lágrimas!!!
AA
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Anónimo, at 9:40 p.m.
Duas palavras: ME DO !!!!!!!
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Lily, at 2:23 p.m.
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