Tangos, amendoins & companhia
Bairro Alto, Sábado à noite. Três tipos cruzam as ruas, à procura de lugar para estacionar. Três tipos sentam-se num bar, pedem umas cervejas e amendoins. Falam. Sobre tudo, mas principalmente sobre nada. Riem-se, e há algum tempo que não riam juntos. Recordam tempos passados, episódios mais ou menos marcantes que os juntaram. Os seus caminhos entretanto divergiram, mas não é por isso que deixaram de se falar, não foi isso que os fez serem menos amigos. Falam de si, do que fazem, sonham sobre o que querem fazer no futuro. E nesses planos há espaço para os velhos amigos, para os velhos companheiros de secundário. Há a esperança de continuar algo que demorou três anos a cimentar, e pela qual vale a pena agora lutar. Vale a pena sair do merecido descanso pós exame para continuar uma história que não podem escrever sozinhos.
E então é como se tudo não tivesse sido interrompido pelo curso natural da vida, que é o de fazer escolhas, encontrar novos amigos, viver novas situações, mas sem esquecer aqueles tipos que se juntavam nos intervalos à volta dos matrecos e chegavam atrasados à próxima aula porque tinham marcado cheias a mais e ninguém queria deixar usar a chapa até ao fim, enquanto diziam coisas carinhosas sobre os parentes mais próximos dos outros.
É certo que agora não é aquela sensação de quem se vê todos os dias na escola, mas… e então?
E então é como se tudo não tivesse sido interrompido pelo curso natural da vida, que é o de fazer escolhas, encontrar novos amigos, viver novas situações, mas sem esquecer aqueles tipos que se juntavam nos intervalos à volta dos matrecos e chegavam atrasados à próxima aula porque tinham marcado cheias a mais e ninguém queria deixar usar a chapa até ao fim, enquanto diziam coisas carinhosas sobre os parentes mais próximos dos outros.
É certo que agora não é aquela sensação de quem se vê todos os dias na escola, mas… e então?
2 Comments:
Sendo eu um dos 3 actores principais deste episódio, vejo-me na obrigação de o comentar!
Devo-te dizer jovem Jotapê que te expressas muito bem quando referes que os nossos caminhos “divergiram”, mas deixa-me divagar um pouco sobre esta palavra que sinteticamente diz tudo!
Neste caso o que realmente aconteceu foi uma “trifurcação” de destinos, de vidas, de pessoas… uma “divergência”!
Nessa mesma palavra, implicitamente está presente a própria existência de um ponto de divergência, um momento a partir do qual se seguiram caminhos diferentes. Desse momento fazem parte todos aqueles que nos marcaram e os quais nunca esqueceremos!
Beijinhos e abraços,
Luís Quelhas Marques
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LuisQSM, at 12:37 a.m.
Estou a ver que sou a única personagem deste episódio, que ainda ñ comentou...
Como tu dizes-te e muito bem ñ foi o tempo ou mesmo as escolhas que fizemos, que fez com que nós nos tornássemos menos amigos (quando digo nós, refiro m tb aos dois elementos igualmente importantes, que, por razões pessoais e inadiáveis ñ puderam vir connosco).
Eu espero que este episódio seja apenas 1 de muitos, e que aquela conversa de sairmos pelo menos 1 por mês se mantenha de pé.
Beijos e abraços, pa kru;)
Machado
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Anónimo, at 3:48 p.m.
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